“Esse negócio de gangue acabou-se”: considerações sobre a “paz” 



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  Não recordo exatamente o mês, mas foi no início do segundo semestre de 2015, que um amigo do bairro me ligou para me contar sobre a “grande novidade das

Guardiões do Estado (GDE): uma facção cearense com pretensões nacionais



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Não há unanimidade entre meus interlocutores sobre a origem da facção cearense Guardiões do Estado (GDE). Embora a narrativa de que ela nasceu no bairro Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, em

O contexto sócio-histórico e operacional das facções no Ceará 



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O fenômeno “facção” é muito recente no Ceará. Falo em “fenômeno” porque foi somente a partir de 2015 que o termo facção passou a ser explorado com mais força pelas

A eficácia simbólica das facções



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Tão pujante quanto o discurso público que demoniza as facções criminais é a sua mística grupal, seu poder mágico de atração. Como, então, compreender a adesão voluntária e massiva de

Uma tentativa de diálogo entre a “vida nua” e a crueldade 



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O conceito de “vida nua” de Walter Benjamin foi reexplorado pelo filósofo italiano Giorgio Agamben, em Homo sacer: o poder soberano e a vida nua. De acordo com ele, a

“O cara num nasceu pra viver no crime o resto da vida não”



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Nas muitas conversas com os trabalhadores das drogas e dos assaltos no Grande Tancredo Neves (GTN), quase todos, ao serem questionados, me falaram que tinham o desejo de “sair do

O assaltante como um nômade das práticas criminais



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Eu fui assaltado uma única vez. Tinha 15 anos e estava indo da minha casa à farmácia quando um jovem encostou bem próximo a mim com sua bike e anunciou

“Traficante é aquele que nem pega na droga”



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Na criminalidade pobre, o tráfico varejista de drogas é a principal atividade que movimenta as relações criminais. Diferentemente da modalidade do assalto, o tráfico é uma atividade sedentária, como sublinhou

O costume guerreiro dos adeptos da criminalidade pobre 



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Nos últimos três textos viemos abordando as disputas e as lutas, desde o final dos anos 1990, por autoafirmação e reconhecimento entre os jovens das periferias cearenses; disputas estas que

Crônica de uma guerra entre quadrilhas de “traficantes” 



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  A última chacina na região do Grande Tancredo Neves (GTN) foi em agosto de 2015, quando dois carros com integrantes de uma quadrilha do Tancredo armados invadiram uma rua