Tecnopolítica da punição: A função econômica do encarceramento



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Os braços deste rio caudaloso por onde escorre o sistema de relações sociais do crime, ainda que à primeira vista possam parecer caóticos e desordenados, funcionam de maneira organizada, compartilhada

“O crime nunca vai acabar por causa da polícia”: a participação policial decisiva nas relações criminais



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Vale observar que os acordos entre polícia e “bandidos” são extremamente frágeis e implicam apenas, de antemão, uma permissão para funcionar, não uma proteção total e irrestrita. A fluidez orgânica

A economia da corrupção que move a relação entre polícia e “bandidos”



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É sobretudo na relação de trocas de interesses mútuos com os “bandidos” que a polícia investe sua decisiva participação no sistema de relações sociais do crime. As favelas são territórios

“Não confio na polícia”: A relação de descrença entre a classe trabalhadora e os policiais



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O descrédito das pessoas pobres pelos meios judiciais é justificado principalmente pela violenta (física e simbolicamente) relação das populações faveladas com a instituição do aparelho judiciário com a qual convivem

“O dinheiro fala mais alto, [com ele] se torna mais fácil de fazer justiça”: A violência do aparelho judiciário



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Nenhum regime de signos talvez seja mais acionado pelos meios de produção simbólica da realidade nas sociedades contemporâneas do que aquele que constrói um pretenso e, por que não dizer,

Sistema de relações sociais do crime: uma rede de ações criminais hierárquicas 



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Quando se pensa em “mundo do crime” ou apenas “o crime”, ou ainda “violência urbana” e “crime organizado”, o que mecanicamente vem à cabeça? Quase sem exceção, surgem imagens mentais

“Trabalhadores” e “bandidos”: entre separações e aproximações



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Se há um discurso bastante recorrente entre as pessoas que vivem na favela no sentido da diferenciação é aquele que divide as categorias nativas “trabalhadores” e “cidadãos”, de um lado;

Estabelecidos e outsiders: a favela dentro da favela



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Certo dia, numa banca de pratinhos caseiros que sempre frequento no Grande Tancredo Neves (GTN), para comer um vatapá ou um creme de galinha com baião e cuscuz, captei de

O favelês cearense



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O favelês cearense, que aqui proponho como categoria de análise, é um modo de falar riquíssimo em inventividade e semântica, é o principal dialeto falado nas favelas cearenses por parte

A feira como arte da oralidade popular



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Às quintas, há cerca de vinte anos, começando na rua Castro Alencar e dobrando na avenida Plácido Castelo, ocorre uma feira bastante conhecida em toda a região. Feirantes, que também