palmeiras VIII

Bairro Palmeiras!

Por Leo Silva

A gente se encontra com uma diversidade grande de pessoas, referências e histórias contadas nos olhares em lugares próximos.

Eu ando muito pouco em alguns espaço, e tenho me aproximado de outros. O Palmeiras é um deles, através de contatos e de trabalhos pude conhecer e vivenciar um pouco das histórias mostradas, ou mesmo contadas por eles. Neste meio tempo, fui me encontrando registrando a cada passo que se passa, e neste meio tempo eu me vejo a cada passo que é contado.

É próximo ao meu bairro, são pessoas que têm grandes histórias e que são poucos mostradas por aí. Nas fotos, a gente vê um pouco dali.

Leo Silva é fotografo, escritor, poeta e integrante do TA – Tentalize

palmeiras I palmeiras IV palmeiras IX palmeiras V palmeiras VI palmeiras VII palmeiras VIII palmeiras X pameiras II pameiras III

manifestoIV

Pessoas em Manifesto

Leo Silva

“Ainda vão me matar numa rua.
Quando descobrirem,
principalmente,
que faço parte dessa gente
que pensa que a rua
é a parte principal da cidade.”

Leminski; Toda Poesia – [quarenta clics em Curitiba; 1976]

Imagens aleatórias de pessoas em manifestação que trazem em sua face a seriedade nos olhares, nos sentimentos, nos beijos, nos encontros, e nos gritos referente a atual momento da conjuntura brasileira.

Fotos tiradas na GREVE GERAL no dia 28/04 em Fortaleza – Ceará.

 

manifestoXII manifestoXI manifestoXIIImanifestoXLeo Silva é fotografo, escritor, poeta e integrante do TA – Tentalize

 

manifestoIXmanifestoIVmanifestoVmanifestoVImanifestoVIImanifestoVIII.manifestoIII manifestoII manifestoI

O ocaso nos domingos é o pior

Por Clara Capelo (auto-retratos) /  Assistência: Vitor Colares

claracapelo@gmail.com / claracapelo.com

ocaso - claracapelo 01_editada

 

O ocaso nos domingos é o pior.

Vou dormir com medo. De repente vejo o medo cartografado em minha cidade. Não, na minha cidade, não. Na verdade, onde nasci.

Minha cidade é grande, onde nasci é pequeno, uma parte.

Acordo, mais um dia, vejo a igreja. Como ela me oprime! Todos os dias! Acordo na cidade branca, que conserva aquilo, logo aquilo, que me

corrói, que me esmaga.

Percorro pela cidade graduada, cada esquina sua me parece um tanto católica, hoje. Suas ruas me lembram medos que senti, as dores que

bateram no peito naquele final de tarde de um domingo.

O ocaso nos domingos é o pior.

O ocaso nos domingos, vendo o mar, é o pior.

O ocaso nos domingos, vendo o mar, na minha cidade, é o pior.

Quanto ruído, quanto corpo, quanta dobra, eu posso expor isso? Não sei, sei que guardado na gaveta de minha escrivaninha não cabe.

Dentro do peito, não cabe. Só resta isso?

Me revolvo.

A linha tênue entre luz e sombra no meu corpo, no corpo da minha cidade, é onde vejo a morte.

Talvez o que resta seja respirar onde essas linhas (tão tênues!) não chegam, onde elas não encostam.

Talvez, ali, no claro de luz, ou ali (ali, ó!) naquela sombra lisa e também segura, seja onde eu consiga, finalmente, respirar.

Fortaleza, 14 de setembro de 2015, 20:35

ocaso - claracapelo 02_editada

 

Crônica e ensaio fotográfico publicados na seção Lambe-Lambe na Revista Berro – Ano 02 – Edição 05 – Julho/Agosto 2016 (pgs. 31 e 32) (aqui, versão PDF)

Espia aqui outro ensaio fotográficos: Lambe-Lambe

(Foto: Marcos José Domingos Lopes)

Um novo olhar sobre a cidade: Acessibilidade

(Foto: Marcos José Domingos Lopes)

Por Raíssa Forte

Enquanto fotógrafa e educadora, tive a oportunidade de estimular meus alunos e alunas a obterem um novo olhar sobre o mundo que os cerca através de imagens. A proposta consistiu em ver a acessibilidade como uma dimensão do direito das pessoas com deficiência à cidade. Nesse ensaio, o mosaico fotográfico exerce o papel de mediador para uma discussão significante e urgente sobre a acessibilidade na cidade de Fortaleza.

Calçadas esburacadas, falta de rampas adequadas, sinais sonoros inexistentes, desrespeito de pessoas sem deficiência que estacionam em vagas destinadas àqueles com deficiência, igrejas sem acessibilidade são alguns registros que confirmam o quão é necessário novos padrões construtivos/arquitetônicos em Fortaleza, e, também, a incorporação de novos valores nas formas de se pensar e conceber a acessibilidade por nossos cidadãos e cidadãs. 

 

(Foto: Adelino Ferreira Lima Neto)
(Foto: Consuelo Oliveira Monteiro)
(Foto: Francisco Solano de Oliveira Rodrigues Bisneto)
(Foto: Jessica Rodrigues de Oliveira)
(Foto: Juliana Carvalho Sabino)
(Foto: Kessy Jones Moreira Siqueira)
(Foto: Maria Larice do Nascimento Nunes)
(Foto: Miliany Almeida Lemos)
(Foto: Francisca Fernandes da Silva Gois)
a essencia que saúda_editado

Conexões

Por Raíssa Forte

Há uma pergunta que sempre me fiz e que faço a você agora: Que conexões você faz entre as pessoas que passam na sua vida, os lugares que visita, as histórias que escuta, as coisas que vivencia? Percebi que poderia responder a essa pergunta em imagens.

A palavra conexão significa união, acoplamento, amálgama, continuidade, intimidade, aliança. Creio que não exista palavra melhor para descrever esse ensaio que reúne em fotografias diferentes histórias que escutei, em diferentes contextos que vivi e diferentes locais onde passei, mas, que de forma singular e íntima, complementam-se. Conexões vividas e vívidas!

A essência que saúda

a essencia que saúda

 

Computadores fazem arte

computadores fazem arte

 

Falsa soFrida

falsa soFrida

 

Milagre de Dios

milagre de dios

 

Morrer na praia

morrer na praia

 

Na palma da mão

na palma da mão

 

Pau da madeira

pau da madeira

 

Pedaço de mim

pedaço de mim

 

 Quase cheio

quase cheio

 

 Selva de pedra

selva de pedra

 

Sobre a ancestralidade

sobre a ancestralidade

 

Sobre o amor

sobre o amor

 

Todo cuidado é pouco nessa época do ano

todo cuidado é pouco nessa época do ano

 

Um trago de amor

um trago de amor

 

Vassourinha

vassourinha

benfica1_capa

Benfica

Por Igor Prado (flickr:/pradoigor)

O livro de rua de Fortaleza encontra no Benfica algumas de suas páginas mais expressivas. É só andar por aí para que os motivos do coração da cidade encontrem você. A informação das universidades, a juventude de seus estudantes, a simpatia de seus bêbados, os gritos dos seus grafites e xarpis, a disposição de seus ambulantes. Tudo remete à figura humana no bairro onde é natural perder ou encontrar assunto.
benfica1 benfica2 benfica3 benfica4 benfica5 benfica6 benfica7 benfica8 benfica9 benfica10 benfica11