Solta o Berro! (5ª edição)

SoltaOBerro_editadobodeberro@revistaberro.com

 

2ª edição

Bode Berro e a manifestação dos “politiblocs”  bit.ly/politiblocs

Anônima Afrodite: Revista Berro, estou lendo a 2ª edição, desde já parabéns! O quadrinho da capa final ficou foda! Adoraria compartilhar!

Oxe, muié… pois compartilha que eu vou achar é bom! Taí em cima o link! Ali foi durante a época das eleições e as ruas tavam cheia desses papel véi desses(as) políticos(as), cada um(a) com um sorriso mais falso que outro… Nam, desse papel eu nunca comerei!

 

Bode Berro entrevista Suricate Seboso  bit.ly/berro_e_suricate

Maylla Pita: O Suricate já estava na minha lista de “bixo lindo”, agora, acaba de entrar o Bode Berro.

O bodim aqui tem sua lindeza sim! Brigado pela buniteza do comentário, quando eu encontrar o Suricate eu aviso a ele do elogio, tá certo?

 

3ª edição

É proibido proibir! bit.ly/proibidoproibir

Emílio Figueiredo: Sou advogado pela reforma da política de drogas e defensor de cultivadores domésticos e usuários medicinais de cannabis. Escrevo para parabenizar pela reportagem que vocês escreveram sobre a Política de Drogas. É muito bom ver o tema sendo tratado dessa forma. Espero que o tema volte em breve à Revista Berro, pois ainda há muito a ser falado. Abraços!

Valeu pela força, Emílio. Poisé, a gente entende que precisa legalizar todas as drogas e bater um papo sobre a redução de danos e mais informações sobre os efeitos das substâncias que a pessoa decide colocar no seu corpo. Já cansei de ver mãezinhas chorando e jornais transformando vítimas em culpadas.

Henrique Sousa: Eu quero a legalização tbm, mas imagine como seria tds as drogas livres; teria muito mais usuários do que cachaceiros; imagine a legalização do crack: é isso que vcs querem? Pq para o meu pivete esse futuro eu dispenso.

Henrique, a legalização é só um primeiro ponto dentro do papo sobre as drogas no Brasil. A gente não compreende a legalização como algo distante do debate de consumo consciente ou redução de danos. Imagina quanto homicídio vai deixar de acontecer só com a legalização? Imagina quanta substância de origem duvidosa que vai deixar de aparecer? Imagina quanta gente se preocupando em produzir para o consumo, numa outra relação com os próprios hábitos? A conversa é longa e a legalização é só a ponta (com trocadilhos!…hehehe!).

 

Lambe-lambe: Talita bit.ly/fototalita

Léllis Luna: Estava eu vindo dos Correios e entro no Museu do Ceará. Lá me deparo com a revista. A moça gentilmente me ofereceu e qual não foi a surpresa de uma publicação GENUINAMENTE cearense e outro “susto” bom foi a foto (Lambe-lambe) da Analice Diniz. Tudo muito invocado. Sucesso e muitos anos editando coisas do nosso jeito.

A gente não teria essa paixão toda em produzir essa revistinha se não fosse a colaboração das nossas amizades, Léllis. Te convidamos a colaborar com o que você puder-quiser: ensaio fotográfico, pintura, conto, crônica, poesia, sugestão de pauta, reportagem, etc… Temos a restrição de não aceitar expressões homofóbicas, racistas, misóginas (óia como tô falando bonito!), ou coisas do tipo, isso a grande mídia já faz, nossa abordagem é outra. Brigado!

 

4ª edição

Entrevista Laerte: “Não há limiar para o humor”  bit.ly/entrevista-laerte

Juliana Evandro: Excelente entrevista! Adorei.

A Laerte é uma grande artista, com uma experiência de vida massa, e a entrevista tentou refletir parte da trajetória dela. Valeu!

Itinerância Poética: Nem para o Humor nem para o Amar… dá-lhe Laerte…

O humor também é uma forma de amar. Por isso a gente se inspira um pouco nela pra trazer essa combinação aqui pra Berro!

Laerte Coutinho: Berradores, ficou muito boa a Berro – parabéns! Beijo!

Que bom que você gostou, Laerte. Sabíamos da responsabilidade que era te entrevistar e a conversa foi muito legal. Um beijo!

Marília Coutinho: Honestamente, não sei como vocês tiveram coragem de publicar a entrevista. Eu me sentiria completamente envergonhada se fosse um editor sério. Entendo que o ensino superior brasileiro solta no mercado jornalistas sem nenhuma formação metodológica, mas, wow, não saber formular uma única pergunta? Nenhuma. Isso foi irritando a entrevistada. O resultado foi um conteúdo que certamente deve ter dado um pico de hits na página porque pegou carona com a celebridade da entrevistada, mas é horrível e constrangedora. Embora eu não tenha nenhuma esperança de que isso ocorra, poderia haver aprendizado aqui. Mesmo quando o entrevistado não se identifica com a proposta da mídia, se a entrevista for conduzida de maneira metodologicamente adequada, é possível produzir conteúdo. Aqui… zero. Eu não li até o fim. Li até o meio por motivos óbvios: é natural que eu tenha interesse no que disse meu irmão aqui ou ali, mas, putz, eu dei aula na ECA, os estudantes não me pareciam tão despreparados naquele tempo…

RespostaIrmãLaerteOi Marília! A gente teve coragem de publicar a entrevista porque não estamos preocupados em esconder os acertos e desacertos que surgem de uma entrevista não-editada. Para nós, isso traz uma riqueza que se aproxima da oralidade, do que de fato é falado numa “entrevista real”, muito além de uma entrevista toda editada, aquelas bonitinhas e ordinárias que a gente vê na mídia empresarial. Outra coisa: “editor sério” aqui não tem; é um bando de cabra sem vergoim, que leva a revista debaixo do braço pra distribuir no meio da rua! Aceitamos a crítica e entendemos que as leitoras e leitores têm capacidade reflexiva pra avaliar os conteúdos às suas maneiras. Mas o interessante – e que foi importante para nós, de certa forma – é que a opinião da sua irmã, a entrevistada Laerte Coutinho, foi completamente diferente. Lê aí acima! Por fim, gostaríamos de deixar claro que não temos um pingo de apreço às normas impositivas e “metodológicas” dos manuais de redação. Nosso jornalismo é livre dessas amarras, porque assim é que entendemos a comunicação e a vida.

 

Cidade para quem? Salve-se quem puder!  bit.ly/cidade-para-quem

Assis Viana: Quantas pessoas morrem a cada 1000 reais desviados pelos políticos?

Não só pelos desvios, mas é a forma de governar tão atrasada, Assis. Pautando remoções, grandes obras e a vida das pessoas sempre sendo deixada de lado, nunca como prioridade. É de lascar viu, mah!  

 

Mapa da Desigualdade em Fortaleza  bit.ly/fortaleza-desigualdade

Fabricio Porto: Esclarecedor infográfico.

É bom mostrar essa realidade desigual que a negada às vezes nem sabe. Valeu, Fabrício!

Kleiton Moraes: Massa esse mapa!!

Bora ajudar a compartilhar essa informação, Kleiton!

Daniel Araújo: Triste realidade!

Ter uma moradia não era pra ser privilégio, mas um direito. Quando isso é negado pelo estado, a situação da coisa se torna absurda.

Falcão Junior: Perfeito para uma revolução…

Pois bó fazer essa revolução? Tantos direitos negados a uma grande parcela da população. Tanta gente vivendo mal, comendo mal, vendendo o tempo por uma pequena quantia de dinheiro… a comunicação nada democrática do jeito que está. Tenho que concordar que a situação tava perfeita para uma revolução desde o tempo que as primeiras caravelas aportaram por aqui.

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Mandem sugestões, comentários, pitacos, xingamentos, críticas, palavrões, juras de amor, dinheiro, o diabo a quatro pra gente. Quem sabe o Bode Berro não lhe responde na próxima edição, hein?

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Publicado na Revista Berro – Ano 02 – Edição 05 – Julho/Agosto 2016 ( pgs. 4 e 5) (aqui, versão PDF)

Espia aqui outras Solta o Berro!

solta o berro

Solta o Berro – 4ª edição impressa

É legal demais conversar com vocês ó! Sempre tem muita coisa boa pra bater esses papos! Pois bora “soltar esse berro”, bó? Aviaaa!!

 

Cuba e Estados Unidos: Do embargo ao amadurecimento político

revistaberro. com  (goo.gl/74Q1ND)

Monika Bartkevitch: Uma leitura muito bem estruturada, sobre a real dinâmica que envolve EUA e Cuba. Esperemos ansiosos, que este novo desfecho finalmente se cumpra entre as partes. Excelente matéria!

Eu tava pensando em ir pra Cuba mermo, aqui a saúde tá cara demais! Me engasguei com um ramo de capim um dia desses e só pro médico olhar na minha cara eu já tinha pagado 1 20 conto! Nãmmm! Como dizia meu bode avô: besta é o sapo, que tem quatro pernas e anda pulando!

 

Torcidas organizadas: resistência e fôlego com muito amor e paixão

revistaberro.com (goo.gl/es00i4)

Netinho Matos: Verdade! Não adianta acabar com as torcidas organizadas. A violência apenas vai ser transferida de um local para outro, ou seja, dos estádios para as ruas.

Mas ela já tá nas ruas também! Ói, os bodes marrons num tinham intriga com os bodes pretos nem com os brancos. . . isso só tem entre os hômi mesmo… povo briga por conta da cor da camisa, mah! Nãããm! Acho isso mó paia, ó!

 

A Fortaleza Apavorada e o que ela esconde

revistaberro.com (goo.gl/jiC79a)

Alice Xavier: Muito bom texto! Exatamente, a violência é fruto desse comportamento egoísta da sociedade.

A violência é o fruto-mor da desigualdade, fia! O Fortaleza Apavorada não entende isso, só pensam nos imbigo deles! Nãm!

 

A chegada de Mário Gomes no céu

revistaberro.com (goo.gl/DoFM32)

Jacinta Falcão: Eternas saudades! ! !

Pois é, Jacinta. . . queria muito ter tomado uma com o finado Mário Gomes. . . mas ele deve tá é bem longe desse mundo mêi pôdi, tomando uma cachacinha agarrado num rabo de um cometa junto com meu antepassado Bode Iôiô.

 

Vida e morte, João!

3ª edição impressa  - revistaberro.com (goo.gl/Eu27lr)

Raissa Forte: Caramba, me emocionei . Pior que existem muitos Joãos por aí nesse Brasil. E quando a morte chega para um deles a gente diz “foi merecido, quem mandou se meter com isso?” E não é bem assim, nesse mundo de vilões e mocinhos estamos longe de ser mocinhos. Digo estamos, pois sou da classe média, mas ao menos reconheço que parte da violência, se não a maior parte, é causada pela desigualdade que permeia esse mundão. Então, não se considere uma pessoa vencedora e lutadora na vida porque você anda de carro, usa roupas luxuosas e tem um emprego bom. Você apenas teve mais oportunidades que outras pessoas. Apenas isso. Há muito o que se refletir sobre a polícia que mata, sobre a esperança no olhar, sobre a educação, sobre o egoísmo….

Pois é, eu antes tinha medo de matadouro, depois passei a ter medo de açougue, depois empurraram na minha cabeça que a gente tinha que temer mermo é gente pobre, negra. . . depois eu vi que eu tenho que temer é essa sociedade que tá prestes a linchar qualquer um que ande fora da “linha”, que quer andar armada e atropelar qualquer pedestre que esteja “atrapalhando”seu caminho!

Roger Pires: Massa, lendo esse texto, se sentir tão perto de um personagem que parece estar tão longe socialmente.

O texto mostra que aquele traficante é gente como a gente, ops, como vocês. Até eu, que sou um bode, sei que dentro de todo ser humano tem uma vontade danada de viver em paz. Que assim ele esteja!

 

Revista BERRO: feita 100% em software livre! 

revistaberro.com (goo.gl/KrJfW7)

Thaynan Limma: A Revista BERRO está de parabéns pela iniciativa de construir uma nova mídia, com o poder do software livre! Contem comigo!

Pois vamo se juntar nessa onda de não depender desses programas que arrancar até os zói da nossa cara pra gente poder usar! Programa bom é programa livre, mídia boa é mídia livre!

 

No telhado

revistaberro.com (goo.gl/0o1cih)

Hebe Medeiros: Gente, adorei lembrar da minha infância “banguela”. Tenho vários registros felizes e até orgulhosos em mostrar minhas “janelas” e “porteiras”. Pra mim, sempre era um momento mágico quando caía um dentinho, todo aquele ritual de jogar no telhado, avisar toda a família quando um dente começava a amolecer, cada dentinho que caía era prova que tava ficando velha…kkkkk. Hoje, posso reviver toda essa magia através do meu filhote Cauê, que também acredita em fada do dente. Dia desses, chegou da escola com um dentinho enrolado num pedaço de papel e disse: “Olha isso mãe! Caiu bem na hora do recreio, vamos jogar no telhado da vovó?”

Pois é, quando eu era um cabritim, a gente não sabia usar linha, por falta da porra do polegar opositor. . . aí a gente tinha que tacar a dentada numa espiga de milho bem dura e ver o bixim cair. Às vezes, não saia nem sangue. . . e por falta da porra do polegar opositor a gente não tinha como fazer o pedido e jogar em cima do telhado, aí a gente tinha que enterrar. Bons tempos de cabritim.

 

O amor é uma merda

revistaberro.com (goo.gl/DPZ257)

Paula da Ponte: É a coisa mais linda, pura e verdadeira que existe no universo!

O amor ou a merda? Acho que uma diferença medonha entre os dois é que a merda, quando sai, deixa uma leveza só. O amor, quando sai, deixa um peso danado no peito, ao meno esse peito de bode aqui já segurou muito peso, hoje ele aprendeu a ser mais leve tomando um burrim com os amigos.

 

Quando eu morrer (sobre o poeta Mário Gomes)

revistaberro.com (goo.gl/4k7E0i)

Sylvia Sousa: Saudoso louco e poeta amável e inesquecível!

Todo poeta não cabe em si, nem mesmo está ajustado ao mundo que vive. Mário era poeta que comeu a merenda amassada pelo diabo antes de pegar carona num rabo de cometa.

 

* Mandem sugestões, comentários, pitacos, xingamentos, críticas, palavrões, juras de amor, o diabo a quatro pra gente. Quem sabe o Bode Berro não lhe responde na próxima edição, hein?

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** Publicada na Revista Berro – Ano 02 – Edição 04 – Julho/Agosto 2015 (a seguir, versão PDF).

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Solta o Berro!*

1ª edição impressa – http://goo.gl/1CiizL

Rodrigo Gondim: Tava bilando só de longe as novidades e agora pude ver a versão completa. Galera tá de parabéns. Desde os tempos da Aldeota que a cidade precisa de mais impressos alternativos, de qualquer assunto que seja.

Homi, valeu pela força, viu! Mas Aldeota aqui só se for a da musga do Ednardo! “Aldeia, aldeota, estou batendo na porta pra lhe aperrear”. Oxe, homi, aqui é uma mistura de Chapada do Araripe, donde eu vim, mais Benfica, Parque Araxá, Cidade dos Funcionários, Barbalha (CE), Salgueiro (PE) e Paulo Afonso (BA)! Peeense numa mistura danada de boa!

 

2ª edição impressa – http://goo.gl/isnpDC

Mayara Albuquerque: Li a Berro em uma sentada só, como da outra vez. Dei risada com o Suricate Seboso e me revoltei (quase lágrimas) com as histórias de quem foi fodido pela Copa, leia-se Brasil. Teus poemas, João, me lembraram a conversa que a gente teve no aeroporto. Parafraseando Sylvia Plath: dentro de ti mora um grito e a qualquer hora do dia ele precisa sair pra amar. O visceral desorganizando e querendo sair.

Óia aí, mah… tu sabe que é isso que faz a gente colocar tanta paixão nessa revista, né? Coisa boa é poder ler isso e ter a casa aberta pra convidar as amizades. João tá falando aqui que tu escreve um monte de coisa linda, Mayara! Pode passar pra cá que eu quero ler viu, bichinha?!

 

Ensaio sobre o Amor – 2ª edição impressarevistaberro.com http://goo.gl/SeKTYF

Bruna Vieira: Só pra frescar: Artur, quero viver o amor livre com você!

Bruna, minha fia, primeira coisa: frescar é bom demais, né não? Segunda: deixe o Artur pra lá e venha viver comigo esse tal de amor livre, venha! Nós, bodes e cabras, já vivemos esse tal de amor livre desde que a gente nasce! Por que o amor é sempre livre, né não?

 

Pequenez – revistaberro.com http://goo.gl/tmkiSN

Raíssa Forte: “Como podemos considerar natural um movimento que nos despotencializa? Que concebe apenas as trocas materiais, de preferências lucrativas! Natural, normal?” Tua pergunta me respondeu muita coisa. Obrigada!

A gente é que agradece um retorno. Tem uma frase nos muros da avenida 13 de maio, em Fortaleza, que diz: “só peixe morto nada a favor da correnteza”. Estamos vivos e saudáveis demais pra fingir que não vemos essas coisas.

 

Sobre o futuro desse velho mundo (sobre o “Praia do Futuro”) revistaberro.com http://goo.gl/fVl3C0

Kerla Farias: Eu não gosto da praia do futuro… e continuei sem gostar depois do filme! Mas me reconheci enquanto ser humano nele. E ainda mais, me reconheci enquanto cearense.

Olhe, Kerla, eu num tenho nada contra a Praia do Futuro não, mas que eu prefiro a Sabi, ah, eu prefiro! Os caba da Berro já me levaram algumas vezes pra lá! Bom demais aquele bainzim de rio ou de mar: você é que decide! Ói, num me reconheci enquanto ser humano não (inda bem!!), mas enquanto cearense sim: foi bom demais escutar os vários “mah”, “maxo”, e um muuuito cearense “baitola” ao longo do filme. Hahahahaa!

 

Malucos Beleza! –  revistaberro.com http://goo.gl/ZakCZv

Maria Auxiliadora de Paula Gonçalves: Parabéns a Berro, e a Daniel Sansil e os Malucos do Brasil. Arte faz parte de tudo na vida. Desejo aos senhores e senhoras tudo de bom: paciência, força, alegria, disciplina, determinação, dinheiro, bons amigos, boas inspirações, aprendizado pra vida, espaço conquistado na cidade, tudo de bom, de muito bom!!!!

Que massa teu retorno, Paula! Que tudo isso que você desejou pra gente, possa retornar também pra ti! Daniel já disse que ia tocar no lançamento da nossa terceira edição! Vamo ficar ligado que quando tu tiver lendo isso aqui ele já vai tá tocando!

 

Futebol e rebeldiarevistaberro.com http://goo.gl/rZ8kY0

Javier Del Valle Barrozo: Parabéns pela crónica e pela idéia de fazer uma série com elas. Yo soy colaborador de outra revista de RP “O Berro III”, vivo en Buenos Aires, e fiz uma matéria “Futebol e rebeldía” em junho, falando da vida de Sócrates, que foi colaborador también da revista. Gostei deste ensaio. Saudaciones!

Gracias, muchacho… Sócrates era un bueno jugador de futebol. Quer dizer que nossos berros foram bater aí nas Argentina é? Mas num tô dizendo mesmo! No castelhano eu só arranho, vamo falar cearensês mermo…hehehehe!  A gente aqui da Berro bota fé que futebol também é um espaço de conhecimento e cultura. Na Argentina tem uma torcida apaixonada que inclusive já impediu clube que abriu falência de fechar, o Racing aí. Valeu pelo retorno e manda pra gente teu texto pra gente publicar, vamo berrar junto!

 

Carroças, jumentos e 4×4 –  revistaberro.com  http://goo.gl/CPVD76

André Fernandes Faria: Realidade das “poucas” ciclovias disponíveis em Fortaleza, ótima crítica #Lamentável

Aqui o povo não respeita nem ciclista, avalie um bode! O povo fica enxotando o nêgo de toda a calçada, como se bode não pudesse transitar pela rua. Acho que no tempo do Bode Iôiô era mais tranquilo, dizia até que ele era respeitado nas ruas do Centro e do Benfica!

 

Veia Cavarevistaberro.com  http://goo.gl/rRSSG4

Arley Nataliano:  Uma das bandas mais instigantes da cena… Vou tocar fogo em você!!!

Eu vi uns vídeos de uns bodes brigando que os bicho pegava carreira e tacava as cabeçadas nas deles… nunca entendi direito. Depois que eu ouvi essas pedras da Veia Cava que eu entendi o sentido de bater as cabeça! A galera tacava fogo era em tudo, né não?! Hahahahaha!!

 

Ensaio fotográfico – Capitães de Areiarevistaberro.com  http://goo.gl/jI3MLI

Rafael Ayala:  Na foto: Pedro Bala, Professor, Sem Pernas e o Gato. Lá no fundo deve ser a Dora tomando um banho =]

Galo-cego era o goleiro reserva, não saiu na foto! Os meninos tão dizendo aqui que na próxima Copa Jabá (torneio de futsal do curso de Comunicação Social da UFC) vai ter bode como nova contratação de um grande clube, hein!

 

Mandem sugestões, comentários, pitacos, xingamentos, críticas, palavrões, o diabo a quatro pra gente. Quem sabe o Bode Berro não responde você na próxima edição, hein?

revistaberro.com

revistaberro@revistaberro.com

f: RevistaBerroCE

Publicado na Revista Berro – Ano 01 – Edição 03 – Dezembro/Janeiro 2015 (aqui, versão PDF)

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Solta o Berro!*

A partir dessa edição, o Bode Berro vai responder às perguntas, sugestões e esculhambações dos leitores! Pense num bicho gaiato!

Lançamento da revista impressa -  f: RevistaBerroCE

Amanda Guerra: Parabéns galera! Adorei a revista, não compareci ao evento, nem mesmo sabia do lançamento, porém meu namorado me deu uma e fiquei muito feliz por saber que nossa mídia cearense está lutando para ganhar seu espaço.

Valeu pela força, Amanda! Ô namorado legal esse teu viu!!!

Jussara Holanda: Minha gente, o lançamento foi divertidíssimo!! A Revista tá do jeito que a Comunicação precisa: sem amarras, livre, leve e SOLTO!!! Uma nova comunicação, assim como uma nova sociedade está surgindo…  Vai ter muita gente pra Berrar nela!! Abraços!

Gostei do livre, leve e SOLTO! Se esse solto for o mesmo matim que deixa nóis tranquiiilo, tranquiiilo, eu tô é dentro! Quero ver é você berrando nela também viu!!

Bruna Castelo Branco: Parabéns a todos pelo lançamento da Revista Berro! A festa da galera foi show e a revista muito bem elaborada, como já era previsto!

Massa, Bruna! A revista foi muito bem bolada? Ops, elaborada! Ah, por um instante pensei que era outra coisa… hehe!

Talita Leandro: Vocês todos são um orgulho! Seus lindos! *-*

Pense nuns caba lindruuuuuussssss!!! Linda é tu muié!

Érico Araújo Lima: gente, foi bem bonito mesmo!! parabéns!! acho que outra comunicação surge tanto pelo que tá publicado na revista quanto por esses encontros festivos, alegres e cheios de afetos! nunca tinha visto o ferro velho tão cheio!

Valeu, Érico! Foi bonito, tava cheio de gente linda e de energia positiva! E, pra completar a maravilha da noite, eu ainda tomei todas – e sem gastar um real! Ô coisa boa, hehe!

 

Domingo na feira - revistaberro.com (goo.gl/JwaKMU)

Hebe Medeiros: Comprei meu segundo chevete lá… o “HUGOMÓVEL” :D

E eu? Que tava passeando um dia desses por lá, e quase que me pegaram pra vender! Nam! Tive que sair correndoo desembestado pela beira da lagoa!

Kat Cezimbra: Que leitura gostosa, daquelas que te leva junto ao lugar descrito, que te permite sentir o cheiro do ambiente, saborear a comida e admirar as pessoas… que te possibilita ver através dos olhos do cronista a simplicidade da vida cotidiana de um domingo do outro lado do Brasil. Apesar da gaúcha aqui desconhecer alguns nomes empregados, fiquei com fome de saber o gosto da panelada. Me ri toda ao sentir o calor do Nordeste e escutar alguns meninos dizerem..” Vai dar certo Mah” (coisas que só se escuta aí). Fico feliz que os berros deste bode aí cheguem até aqui pelos pampas do RS.

Mas óia, quer dizer que nossos berros chegaram até as bandas do Rio Grande do Sul foi? Revistinha enxerida berrando de norte a sul! Cuuuida! Minha fia gaúcha, você num sabe o que tá perdendo sem saber o gostim duma panelada! Agora, não fale em buchada perto de mim não, que eu começo a sentir calafrios e enjôos, me dá logo uma vontade de vomitar… é que buchada é de bode, então sabe como é, né? E o nosso “mah”, muié, é quase a mesma coisa que o “tchê” aí pra vocês, serve pra quase tudo… hehehe!

Sheryda Lopes:  Como faz para adquirir a revista?

Muié de deus, a revista é de graça, e aí a gente, além de distribuir em várias atividades que participamos e locais que visitamos, deixamos também em alguns locais de distribuição fixos espalhados por Fortaleza (universidades, faculdades, colégios públicos, entidades do terceiro setor, sindicatos, associações comunitárias, CUCAs, praças,centros culturais, etc.) e mandamos também pra colaboradores em outros estados (PI, SE, RS, RJ e DF). Mas se tu não conseguiu pegar teu exemplar, num chora não, não precisa se desesperar porque aqui ó: http://goo.gl/3PKWAh, tu pode ler a revista todinha, no conforto da tua casa, ainda se balançando numa redinha se tu quiser!

Julieta Rios: felicitaciones!! que sigan creciendo!

Mas óia aí… que essa revista danada foi parar até no estrangeiro! Isso é o tal do espanhol é? Muchas gracias! Dei uma pesquisada aqui no Google pra escrever isso aí! Hehehe! Ei, os caba disseram aqui que “cabrón”, uma cabra grande, é xingamento aí pra vocês. Olhe, deixem de ser besta, seus bandibesta! Que uma cabra grande tem muita é história pra contar, além de dar leite que é uma maravilha! Onde já se viu cabra ser xingamento? Vai entender esses gringos!

 

Chico e Virgulino: nos tempos do cangaço - revistaberro.com (goo.gl/idMsf4)

Hebe Medeiros:  As histórias relatadas sobre Lampião sempre me instigam. Virgulino Ferreira, nosso rei do cangaço. Homem amado e odiado por tantos, uma lenda viva do Nordeste. Caba macho, justiceiro, matador, mas tb um homem apaixonado que gostava de música. Tutu, vc me deixou com “olhos de nuvens”. Valeu por compartilhar sua infância, me fez lembrar da minha, da convivência com meus avós, da casa simples sem energia, do fogão a lenha, das redes velhas pra dormir, do chão de barro, da comida farta, dos “causos” contados antes de dormir… tempo bom!

Oxe, Lampião era caba danado, tem uma fama das grandes por essas bandas do Nordeste….  Ei, ei, com essa tua descrição aí  lembrei do pé de juazeiro onde eu me espreguiçava todo de bucho pra cima depois de comer aquele mato bom lá da Chapada do Araripe! Era uma sombra danada. Também, um pezão daquele tamain! E o matim do Araripe é bom… Peeense num matim bom,cheiroso, bem verdim…

Rômulo Miranda:  Curti a página pelo Thiago Rodrigues, amigo velho de velhos tempos, e me deparo com esse arrepiante texto. História misteriosa, feito o próprio Lampião. Isso aconteceu mesmo ou é coisa de escritor?

Esse Thiago Zé… o homi é mais conhecido que verdureira no interior, aquelas que passa de casa em casa vendendo.Falando nisso, saudade de dona Otilha. Como será que ela deve tá numa hora dessas?…  Quanto à pergunta… ôoxe  homi de deus, a literatura nunca é mentira; ela é sempre verdade pra quem a vive!

 

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(Ilustração: Rafael Salvador)

Ensaio sobre a simplicidade - revistaberro.com (goo.gl/Yc5elq)

Suyanne Alencar: Como sempre, encantando-nos! Lindo texto querido Arturzinho! Beijo em você. ;*

E eu, que sou o guru de todos eles, num ganho beijo não, é? Nammm!! Destá viu Suyanne, só porque tá toda besta pelas bandas do Ridijanêro!

Jardélia Damasceno: Olá Artur,seu texto é de uma sutileza rara. Valorizar a sensibilidade das experiências espaciais é, antes de tudo, romper um pouco com a desfaçatez do cotidiano tão próprio da sociedade moderna (ou pós-moderna como alguns acreditam). O beija-flor do texto estava mesmo anunciando a sede de sua samambaia, mas sua presença sutil foi também um alerta para que você abandonasse o conforto convencional e se jogasse em sincroniCIDADE com o mundo lá fora, também dentro de ti, de nós. Se nos aprisionam, podemos voar com gaiola e tudo. Liberdade, palavra doce tão impregnada de leveza, como se jogar da ponte dos ingleses mar abaixo e cabeça acima, elevar a mente, sempre!

Ói, bonitas tuas palavras viu! Dei valor! Dia desses os meninos aqui me levaram pra dar esses pulos lá da ponte… peense num negócio legal viu… bom demais! Recomendo!

Bárbara Xavier: Fã dos teus textos; viver, ao invés de sonhar um sonho possível : )

Bora viver o impossível que é mais legal, né não?

André Carneiro: Para não parar, que nunca pare, sua parada pra inspirar.

Inspira (hummmm), respira (shhhhh), inspira (hummmm), respira (shhhhh), inspira (hummmm), respira (shhhhh) … olhe, vai ser difícil não parar viu, mas eu vou tentar: inspira (hummmm), respira (shhhhh), inspira (hummmm), respira (shhhhh)…

Isabelle Bento: Não é um ensaio isso. É o espetáculo da vida em si! Parabéns pelo olhar e pela narrativa!

Num exagere muito não Isabelle, senão ele vai ficar cheio de perna!

 

Primeira aparição do Bode Berro - f: RevistaBerroCE

Carlos Parente: Vou curtir. Mas o bode deveria se chamar bode Totô.

Totô, tanto o bode Ioiô como você são insubstituíveis mah. E meu nome é Berro, B-E-R-R-O: Berro! Oxe, num tô dizendo mesmo!!

Antonio Salve Jorge Gurjão: Esse bode dá bode?

Meu fi, eu dô muito é trabalho aos outros! Principalmente a garçom de bar! Ieeeeiiii!!!!

Bruno Falcão: Parabenizar os editores da revista por contratar um grande berrador cearense!! Vlw glr!

Quero ver tu berrando também viu meninão!! Cuuuidaaaa vai!!!

Fernando Girão: Ei Bode, vamo tumar esse burrim?!

Na hora meu fi! Mas por que não logo um litrão? Sabe como é, né? Hehe!

Mandem sugestões, comentários, pitacos, xingamentos, críticas, palavrões, juras de amor, dinheiro, o diabo a quatro pra gente. Quem sabe o Bode Berro não lhe responde na próxima edição, hein?

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*Publicado na Revista Berro – Ano 01 – Edição 02 – Agosto/Setembro 2014 (aqui, versão PDF)

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Vaitimbora, Fifa!

(Charge: Jadiel Lima, do www.facebook.com/Jadieltirinhasdele)

Bode Berro

Óia, eu até que tentei me segurar pra num berrar alto aqui, mas num consegui me aguentar não, num sabe? Vocês, bicho-humano, são mêi doido… Há um tempo atrás num entendia nada desse negócio de Fifa, essas coisas… conhecia mesmo era o futebol de campim lá da Chapada do Araripe, donde eu vim. Mas aí os meninos aqui da revista me contaram umas coisas, viu, sobre essas tal de Fifa e Copa do Mundo. Mas num confiei totalmente neles não, né? Sei lá, conheci os caba num tem esse tempo todo… Fui pra rua e conversei com um bocado de gente, andei pelas praça, nas comunidade, fui lá perto do estádio onde vão ser os jogos aqui em Fortaleza, o Castelão… Olhe, meu povo, fiquendo sabendo dumas coisas dessa tal de Fifa em conjunto com os políticos que tinha que berrar aqui procês!

Que diacho é esse que vocês deixa as pessoas perderem as casas, a tal da remoção – aprendi essa palavrinha um tempo desses, por causa que a Fifa e os políticos quer? 250 mil pessoas, meu povo? É gente demais perdendo suas casas por causa de um torneio de bola! Olhe, vocês, bicho-humano, são muito, muito diferente de nós, bicho dos mato, do sertão! Fiquei mais abestalhado ainda quando descobri que toda essas abestadices que vocês fazem ou deixam fazer é por causa daquele papelzim véi sem graça, o dinheiro… real que vocês chama, né? Parece que essa Copa traz muito dinheiro, né? E, em pouco tempo convivendo aqui com vocês, aprendi que esse dinheiro vai pro bolso dos políticos e dos caba lá da Fifa, uns tal de José Blati, Jerônimo Valqui, uns nome bem chêi de frescura nas pronúncia. Aqui em Fortaleza, nóis sabe pronde tá indo esse dinheiro da Copa, né? Num vou nem berrar os nome dos políticos e barão que tão enchendo os bolsos porque o povo já sabe, né.

Aí você pega o absurdo de 250 mil pessoas sendo expulsas de casa e junta com o absurdo de manifestantes serem impedidos de chegarem quilômetros perto dos estádios. E ainda por cima tomarem um mói de sola da polícia toda vida que vão tentar chegar perto do estádio. Aí você pega esses dois absurdos e mistura com o absurdo de que nos jogos da Copa os moradores dos bairros próximos aos estádios só podem transitar de carro seis horas antes e seis horas depois dos jogos e a pé só com o aval e a autorização da Fifa. Por exemplo: um morador do bairro Castelão, no dia de jogo no estádio, não pode ir para o Barroso ou pro Jardim União, que ficam do outro lado da Av.Paulino Rocha e do outro lado da Av. Alberto Craveiro, respectivamente (aprendi os nomes das ruas porque gosto de observar aquelas plaquinha azul).

Minha gente, é absurdo em cima de absurdo. E vocês num fazem nada? Vocês num berram nada? Quer dizer, tem um povo reclamando contra essa Copa, protestando, mas é muito pouquim perto da sem-vergonhice descarada dessa Fifa.

Eu, Bode Berro, de minha parte, só tenho uma coisa a dizer a essa safada, cretina duma figa: VAITIMBORA, FIFA!

Bode Berro é o mascote da Revista Berro, além de ser o guru dos berradores pra diversos assuntos

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Primeiras impressões da vida na cidade

Bode Berro

Óia aí, galera. Os caba aqui da revista deixaram esse bicho aqui dando sopa e eu vou aproveitar pra escrever um pouquim.

Aprendi a escrever com um menino lá do interior de onde eu vim, o João. De que interior? Olhe, minha história de como eu vim parar aqui é tão, tão, tão cheia de coisa que qualquer dia desses eu tiro uma manhã ou uma tarde dessa todinha pra contar ela. Ó, vão desculpando aí meus erro de português, que num é nem minha obrigação falar a língua de vocês direito, né? Eu entendo mesmo é de caprinês. Nessa eu sou bom. Quer ver? Ó: béééééééé!!! Entenderam? Não, né? Pois eu disse que ia contar o que tô achando aqui da cidade grande.

Olhe, desde que eu cheguei por aqui – eita Fortaleza réa grande viu! -, tenho reparado numas coisas esquisitas de vocês, seres humanos. Num entendo nada desse negócio de política que vocês tanto fala. Mas, se vocês usa esse negócio pra viver melhor, tem alguma coisa errada aí. Vocês num tão usando esse negócio direito não viu!

Oxe, em pouco tempo vivendo aqui, já vi umas coisas muito estranhas: vi pessoas dormindo no meio da rua, outras catando o lixo pra comer, umas criança em vez de tá brincando, tava era pedindo… comé que vocês chama mesmo? Ah, lembrei, esmola. Que troço doido! Os pobre infeliz que dormia na rua num tinha nem um cobertor pra se agasalhar! Isso lá é coisa que se faça? Comé que vocês deixa os irmão de vocês chegar numas condição dessa? Dormir no meio da rua? Num ter o que comer? Criança sem brincar? Óia, lá do campo donde eu vim, nóis num tinha muito luxo não e nem discutia esse negócio de política, mas num tinha um bode véi ou uma cabra véa que dormisse ao relento, um bode véi e uma cabra véa que num tivesse o de comer, um cabritim ou uma cabritinha que num brincasse pelos mato. Nã-nã-ni-nã-não! No nosso mundo, todo bode e toda cabra tem esses direito tudim. Pra vocês aqui, seres humanos, parece que esses direitos só vale pra uns pouquim, né? Onde já se viu um diacho desses?

Tava andando também na rua e vi uns caba falar de uma tal de copa do mundo. Parece que aquele negócio de política tá envolvida aí. Os caba tava dizendo que o governo gastou um bocado de dinheiro público pra fazer essa copa. E que essa copa tirou um bocado de família de suas casas: 250 mil pessoas!!! E que desrespeitou a lei maior de vocês, uma tal de cons-ti… cons-ti-tu… constituição! É, era esse o nome! Olhe, se os caba tava falando a verdade, eu vou dizer viu: essa copa tá qu´é uma moléstia! Oxe, que diabéisso? E por que num gasta esse dinheiro pra dar um abrigo pros que moram na rua, pra dar de comer pros que tava catando do lixo? Donde já se viu expulsar as pessoas de suas casas por causa de uma tal de copa? Olhe, num sei nem quem é essa tal de copa, mas já tô é com abuso dela! Vê se pode um troço desse! Eu num entendo vocês não, viu! Vocês tão me parecendo meio abirobado das idéias. E é porque vocês dizem que são os únicos bichos da natureza com consciência. Pois eu é que num invejo essa consciência aí de vocês!

Ahhh, e esse troço que vocês chama de televisão? Quando vi pela primeira vez, pensei que era legal. Mas é mais um negócio esquisito de vocês. Tava vendo um futebolzim dia desses (bom mesmo é assistir na beira do gramado, comendo uns matim, como eu fazia lá no interior) e nos intervalo tinha um diacho de um negócio… comé que vocês chama? Pro… propaganda! É vendendo isso pra cá, vendendo isso pra lá… compre isso, compre aquilo! Que troço mais chato! Eu só queria ver o futebol, e não que tivesse vários chatos me dizendo o que fazer, o que comprar, o que comer, o que beber, o que usar o tempo todo! Até dentro do jogo, num sabe?, aparecia essa tal de propaganda! Meus amigos aqui da Berro disseram que muitos de vocês, seres humanos, assistem essa televisão todo santo dia. Alguns, o dia todo! Arre égua! Comé que vocês se acostumaram com isso?

Oxe, minha gente, tem tanta coisa melhor nessa vida do que perder tempo em frente esse troço luminoso. Luz por luz, eu sou mais a do sol ou da lua. Tem também a dos vaga-lume, que é verdinha e bonita que só ela! Tem um marzão desse aqui na cidade e vocês perde um domingo em casa pra ficar assistindo aquele tal de Faustão? Minha gente, me desculpe a sinceridade, mas assisti aquela porcaria uma vez pra nunca mais. Ô negócio sem futuro, nam! E me disseram que ele já tá na televisão tem bem uns vinte anos e as pessoas ainda assiste esse caba. Olhe, essa tal de consciência que só vocês tem deve explicar essas esquisitices medonhas!

Fiquei abestalhado também quando soube que aqueles caba tudo com a mesma roupa, com aquelas cara de raiva, que vocês chama de polícia e guarda municipal, são pagos pra proteger os cidadão. Oxe, comé que pode, homi? Os caba desce a peia nuns pobre duns estudantes que só tava pedindo um direito deles e vocês acham mesmo que eles protege vocês? Pelo que eu vi, essa polícia e essa guarda de vocês num defende as pessoas tudo não. Defende só os barão, aqueles que ou tá na política ou conhece quem tá na política. Onde já se viu? Meter a sola nuns pobre duns estudantes? Essa tal de política num tá servindo pro propósito dela não viu… Nóis lá no campo num entende nada desse negócio de política, mas, óia, lá nóis vive tudo direitim, tem nosso cantim pra dormir, matim pra comer, matim pra fumar, e nóis num precisa de polícia não; lá, nóis mesmo se ajuda, se protege, cada um cuida do outro. Essa tal de política tá levando vocês pro brejo, ou melhor, pro matadouro!

Por enquanto, é isso! Mas olhem: vê se vocês se aprumam nessas doidices! Que eu sou só um bode, num tenho estrutura pra tanta esquisitice assim não, num sabe? Inté a próxima!

Bééééééééé!!!!

Bode Berro é o mentor intelectual e guru espiritual da Revista Berro

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Prazer, Bode Berro!

Bode Berro

Ó aí, rapaz! Deixaram um netbook e uma TV no meu balcão, tou me sentindo um barão aqui!

Dizaí, negada! Os patrão aqui da Revista Berro não divulgaram muito sobre mim porque o processo de contratação ainda tava rolando. Altas burocracia, uma parada aí sobre animal não poder trabalhar como porteiro. Marrapaz, qual é a treta de abrir e fechar porta pras visita? Sou um bode articulado!

Isso mesmo, sou bode. Bode bode. Bode Berro! Nasci cabritim e tudo! Vim do interior pra Fortaleza sozinho quando ainda era moleque, mas já cresci e agora sou um membro ativo, distinto e calibrado da sociedade. Até emprego eu tenho! Tou melhor que muito bicho-homem, cumpáde! Os patrão até liberaram o site deles aqui pra eu escrever minhas paradas, ser “formador de opinião”, um negócio desses. Mas eu não sei formar opinião, só sei dar mesmo! Acho que vou ser um “doador de opinião”, é mais realista! O problema é alguém querer opinião de um bode… se nem de bicho-homem aceitam, né não? Ieeeei! Tamo é bem!

Tá batendo a hora do rango aqui mas a fome já bateu antes, vida de proletário é pêia! Hehe! Já me sinto devidamente apresentado pra vocês, então acho que vou encerrar a parada. Então é isso! Primeira parada escrita, direto do meu balcão! Precisando de mim, tou por aqui, varrendo o chão da Revista Berro ou fazendo o café da galera. Pensa o quê! Sou um bode prendado, falta só a felizarda pra arrumar os pano-de-bunda! Ieeeeeei! Tou solteiro, cabritada!

Na hora da bóia e depois do expediente tou lá no bar desbrocando, chega nessa que eu boto a primeira pra nós!

Abraço caprino do bode Berro! Béééééé!

Bode Berro é nosso mascote e porteiro, mas ele já se auto-proclamou o sex-symbol da Revista Berro.