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Patrícia Mirelly
Dia desses estava limpando o apê quando, pra descansar as pernas, resolvi sentar ali mesmo, no chão da sacada. Após um ou dois suspiros, olhei demoradamente para o rodo encostado na porta e me pus a pensar em como ele é um instrumento necessário na vida da gente, metaforicamente falando.
Vez por outra, é preciso “passar o rodo” nos excessos que encharcam as relações. Passar o rodo, espalhando água limpa, para retirar a poeira do coração ou secando aquilo que o faz apodrecer; passar o rodo nos escombros que sufocam a alma e em tudo aquilo que nos impede de levar sensação de limpeza para os dias e para vida.
Passar o rodo uma, duas, quantas forem. Ao remover a sujeira, passar o rodo é dar oportunidade para si mesmo de seguir adiante.
Patrícia Mirelly é estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Cariri (UFCA)