As chaves no caminho



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“Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho

sortilégios pra matar o meu benzinho



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tenho uma escova de cerdas macias, como nuvem, como pixaim. agradáveis ao toque como meu corpo quando dói e cai a água fria. a escova guarda muito dos meus fios.

O amante



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— Você é meu amante! Você tem que me comer! É pra isso que servem os amantes. O que é? Isso virou um casamento, é isso? A gente sai pra

a viagem



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Por Rique Férrari primeiro corra até a janela, olhe através do vidro, a cidade em fogo-luz acanhados quartos de pontos velados, raízes de velas ao chão o serviço da chuva

Propósitos e motivações existenciais de um caramujo



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Por Thiago Noronha O que será contado? Como será narrada a era humana? O que esperar desse bizarro experimento fora de controle? Quem presenciará? Haverá, universo afora, algum agrupamento atômico

Fábrica de fazer de conta



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(Ilustração: Pawel Kuczynski) Por Guilherme Fernandes Leite A fábrica acorda cedo demais todos os dias. Ela nunca grita som algum. Apenas mantém alta uma coluna de fumaça escura e silente.

Madeixas



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(Pintura: Viktor Sheleg) Por Vanessa Dourado Pesava tanto. O pior era ter de aguentar as pessoas perguntarem se ela era crente. Aquilo a deixava bastante chateada. Lembrava-se da época em

Um curta-metragem de fúria em primeira pessoa



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(Pintura: Regina Parra) Por Rodrigo Novaes de Almeida “Say what again! I dare you! I double dare you, motherfucker!” [Diga isso de novo! Eu te desafio! Eu te duplo desafio, seu

Na busca do Nike, morreu de chinelo



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Por Jardson Remido   “Compre! Compre! Adquira o novo par de nike” – Pooorra, que pisante roxeda, ladrão. Mãe! Mãe! Tem um pisante roxeda, passou na TV, compra pra mim? –

E agora José?



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(Pintura: “Boemia”, de Julia Aumüller) Por Rodrigo Novaes de Almeida Era final de abril do ano de dois mil e dezesseis de Nosso Senhor. Estavam em um pé-sujo na rua atrás da