23 novembro, 2016
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Por Vanessa Dourado
Para Manoel de Barros
A poesia chora por seu encantador de palavras
Quem poderá conhecê-la de tal forma?
Descrevê-la com tamanha ternura e exatidão?
Hão de cantar os pássaros em sua homenagem
Farão dança as borboletas coloridas
E até mesmo os caramujos dançarão
E o sol guardará para sempre o segredo do mar
Amanhecerá sozinho o quintal sem contemplação
Ah, se esse quintal falasse, diria para levá-lo para lá
Minha pergunta, poeta, é essa:
Quem inventou a morte?
Tenho certeza que poeta não foi, não
Vanessa Dourado é poetisa e feminista latino-americana