O que virá depois do caos?



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Bárbara Braz

Insisto todos os dias que devemos repensar nosso estilo de vida, não só insisto, como me angustio ao perceber como se dão as relações humanas hoje!

Me vem em mente lixo. Lixo no sentindo de quase nada, ou absolutamente mais nada, se aproveitar. Estamos correndo sempre mais e mais para lugar algum ou para todos os lugares – o que dá no mesmo. E tudo isso nos distancia de nós próprios e dos outros – em essência. (porque estamos sempre cercados por quem quer que seja – nos vazios).

Me entristeço ao ver crianças – imaginários da alegria – solitárias, envoltas à tecnologia doentia. Pais e filhos que não estabelecem mais um diálogo, e muitas vezes, quando conseguem trocar palavras, elas se resumem a questões materiais. [nada mais comum, tendo em vista a nossa sociedade do consumo]. “Pai, eu quero um brinquedo novo”; “pai, eu quero aquele boneco da televisão”.

O que é isso?
O que estamos fazendo com nós mesmos?

Me aflijo! E percebo que é um movimento sem volta. O mundo “simplifica” cada dia mais nossa vida, e nos torna seres cada vez mais complexos. Quanto mais poderes menos autonomia. Explico-me, tudo que não é humano se resolve de maneira muito simplista. Pagamos contas por internet, mandamos msgs instantâneas, viajamos para o outro lado do mundo em cerca de horas.

Talvez isso não seja de todo ruim, a comodidade pode ser algo positivo, no entanto, queremos levar esse simplismo para o humano, para as nossas relações. E aí chego ao meu ponto, quando não conseguimos algo fácil, de forma simples, nos frustramos. Ficamos chateados quando algo não está ao nosso alcance, não estamos acostumados com o difícil, porque hoje tudo é tão simples, as relações também deveriam ser. Óbvio, né?

E aí então surge um mundo doentio- literalmente -, o mundo das drogas lícitas, ilícitas, dos shoppings cheios, dos smarthphones – os eternos entorpecentes para fugir do mundo, e principalmente: fugir de nós mesmos! Não suportamos mais! Não nos suportamos!

O que virá depois do caos?

Bárbara Braz é assistente social e vê muita beleza no sorriso de uma criança


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