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O Grito: poesia emoldurada em cartões

(Foto: frente do cartão poético “Grito de Tantos”, de Sidneia Simões)

Os jornalistas mineiros Alexandre Toledo, Fátima Vianna, Hila Rodrigues, Laudeir Borges e Sidneia Simões, com experiência em várias áreas da Comunicação e da Cultura, formaram o coletivo O Grito. A proposta do grupo é lançar no mercado editorial um produto que dá novo uso a uma mídia prática, portátil, mas pouco explorada em suas imensas possibilidades. A iniciativa se apropria do formato dos cartões postais, comuns na divulgação turística e comercial, para utilizá-lo como suporte para conteúdos literários.

Literatura em 10 x 15

O projeto leva o nome do grupo: O Grito. A primeira edição chega com cinco cartões em papel de alta qualidade, no formato 10cm x 15cm. Eles são comercializados conjuntamente, uma vez que os postais se comunicam e se complementam. Cada conjunto de cinco postais,
acondicionada em envelope com a logomarca do coletivo, é vendida por R$ 15,00 + despesas postais.

O mote desta edição é a memória. Em desenho, aquarela, fotografia e artes gráficas, ela é renasce em textos sobre a infância, o crescer, a sociedade, a morte, o despertar. Mas, n’O Grito, lembrança não é nostalgia; a inspiração vem do passado para ressoar no presente – o tempo é hoje; e os postais d’O Grito trazem um olhar poético sobre questões de agora e de sempre.

Palavra, corpo, diferença, resistência, tantos

Em poesia, prosa e design gráfico, O Grito abre espaço para os invisíveis da sociedade de consumo, para o corpo e sua libertação de posturas e gestos condicionados, para o mundo interior, para a vida social e seus conflitos. Cada escritor assina um dos cartões.

Laudeir Borges abre a série com o Grito da Palavra. Que zumbe, mia, pia, chia, ruge, trina e berra, late, grasna, guincha e grunhe, cacareja, relincha e sibila a voz dos mil bichos a povoar as paisagens de dentro.

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Frente do cartão poético de Fátima Vianna

Fátima Vianna grita o Corpo: insuflado, animado, animal. Corpo que, na aventura de crescer, desenrola o próprio novelo em planícies e arquipélagos, abismos, montanhas e cidades.

Dessas e de outras paragens ecoa o Grito de Tantos. Na fala de Sidneia Simões, os sem-nome, sem-rosto, sem-voz, os só-corpo se erguem do cotidiano para proclamar: eu sou!

A partir de um crime inominável, o assassinato de um jovem professor universitário,  Alexandre Toledo repudia a intolerância que encara o diverso como inimigo, faz do outro… não ser. Grito da Diferença.

Hila Rodrigues abraça a diferença e conclama: nós somos agora! Nós estamos aqui! Mãos dadas, pés na terra, o Grito da Resistência é o suspiro de outros mundos possíveis.

Para contatos com a galera d´O Grito, mandem email para postaldogrito@gmail.com

 

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