fossa bananeiras

Fossa de bananeiras: por uma nova relação ecológica

(Foto: Reprodução vídeo)

Por Bruno Gurgel

Pensar em transformar a maneira como a gente se relaciona com a natureza é imprescindível para criar novas relações sociais, baseadas numa cultura de respeito aos recursos naturais. Essas práticas não estão apartadas do nosso cotidiano, mesmo para as pessoas que vivem em áreas urbanas. Tem um pequeno quintal em casa? Pois a bacia de evapotranspiração (BET), tanque de evapotranspiração (TEvap) ou “fossa de bananeiras”, como é conhecida popularmente, é uma alternativa sustentável para o tratamento domiciliar do esgoto sanitário. Nesse sistema, os resíduos humanos são transformados em nutrientes,  a água envolvida não gera nenhum efluente, o que evita a poluição e contaminação do solo, das águas superficiais e do lençol freático. O reaproveitamento de materiais é uma outra grande vantagem, pois se utiliza de objetos sem valor e sem um destino sustentável, como pneus, palhas de coqueiros, entulhos, restos de obra etc., transformando o que seria considerado “lixo” em matéria-prima.

O sistema consiste em um tanque impermeabilizado, preenchido com diferentes camadas, onde se recebe o efluente dos vasos sanitários e os resíduos são decompostos por bactérias anaeróbicas, que trabalham sem a presença do ar. Após a decomposição, o material se transforma em biofertilizantes e ascende junto com a água até as camadas superiores do filtro, onde são absorvidas pelas plantas. A preferência por bananeiras se dá por conta do seu crescimento rápido, sua alta demanda por água, sua capacidade de transpiração da água absorvida e por possuir raízes rasas.

No vídeo abaixo, você pode acompanhar um pouco como se dá o processo de construção de uma fossa de bananeiras, numa vivência facilitada pelo biólogo Carlos Piffero Câmara e realizada na Floresta Urbana Sombra do Cajueiro, em Fortaleza (CE), no último mês de junho.

 

Bruno Gurgel é publicitário e videomaker

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