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Arte urbana como “manifestação necessária”

Por Artur Pires

Odylo Falcão rabiscava nas paredes de casa e da escola quando meninote. Ali começava a ser formado o artista que hoje pinta as paredes do Rio de Janeiro com cores, formas e sabores, compondo uma estética de feição singular, com forte marca autoral.

Já realizou três exposições, uma desenho, em pastel seco, e duas de pintura, em acrílico. Ademais, cria murais em paredes, muros, tapumes e outras superfícies, como pintura em porta de aço. Sempre que pode, rabisca palavras que viram crônicas e poemas. De acordo com ele, “as linhas do mundo vão guiando o seu olhar e você descobre um jeito novo de traduzi-las. Fiz cursos, conversei com artistas, mas procurei um olhar próprio, autoral, que me fizesse feliz com as minhas experiências”.

As referências artísticas de Odylo Falcão são transversais, do grafite ao desenho, da pintura à ilustração. Mas também as artes plásticas clássicas: “Volpi, Picasso, Matisse, Van Gogh e vários têm um lugar especial na minha memória gráfica”, conta. “Minha arte é autobiográfica, transformo meu filho Gabriel de 11 anos em personagem, assim como minha esposa Rita, e me represento nos pássaros, por achar que assim ganho toda liberdade para voar bem alto”, suspira alçando vôos sem asas.

Com relação à arte urbana, o artista acredita que “é uma manifestação necessária, e por vezes a única galeria de arte para muitos, por vários motivos. Minha mensagem é estética e tanto nas cores como no preto e branco, vou criando um mundo de formas simples, como uma grande ilustração a céu aberto. Se está na rua, um território livre, está exposto a todo tipo de crítica, e também é um agente transformador da paisagem e que leva reflexão além da melhora visual do local”. Por mais riscos nos muros! Gritos escritos nas paredes das urbes!

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