Curta-metragem começa campanha pela liberdade na sala de aula



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(Foto: Forest Comunicação/divulgação)

O filme “Escola Sem Sentido” critica a censura nas escolas

“Para a minha surpresa, tinha 40 minutos de gravação da minha aula, dizendo que eu estava em um processo de doutrinação ideológica.” O depoimento, de uma professora do estado de Rio de Janeiro, foi coletado na etapa de pesquisa para realização do curta-metragem Escola Sem Sentido. O roteirista e diretor, Thiago Foresti, teve acesso a vários relatos impactantes de como a censura chega à sala de aula e dos perigos do movimento Escola Sem Partido.

O filme foi resultado de um financiamento coletivo de artistas da cidade e já percorreu diversos festivais, ganhando prêmios do júri popular no Cine Tamoio de São Gonçalo (RJ) e de melhor direção e atriz, além de reconhecimento especial para a atriz mirim, Fest Cine Paranoá (DF).

Apesar de inspirado por fatos reais, a obra é uma ficção. O protagonista é um professor de história apaixonado pela profissão, o Chicão. Mas o personagem tem as suas aulas gravadas por uma aluna e, logo, é chamado na sala da direção. Quando se vê obrigado a evitar temas e referências pop em suas aulas, Chicão se sente perdido e desmotivado. O desenrolar da história é acompanhada por uma estranha narradora, que tudo vê e comenta.

Considerando a urgência do tema, a equipe do Escola Sem Sentido lançou na última sexta-feira (22/11) uma campanha para saber mais sobre as opressões vividas na escola. No site escolasemsentido.com.br, professores podem deixar seus depoimentos. Alguma vez foram proibidos de abordar algum pensador com suas turmas? Pais reclamaram do estilo do seu estilo de aula? Os professores já se sentiram coagidos por gravações de suas aulas?

Os relatos, que podem ser anônimos, serão divulgados nas mídias sociais. O objetivo é promover o debate público e, agora em dezembro, a campanha culmina com o lançamento do filme pela internet.

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Juliana Mendes é gestora de conteúdo da Forest Comunicação.


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