Experiência interativa virtual reúne 7 obras inéditas de mulheres artistas do Ceará 



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Conheça o Ateliê “Correspondências para um mundo que não acabou”

Circuito artístico realizado por mulheres do Ceará traz sete obras que têm como fio curatorial as sensações, modos de vida e suas estratégias em meio à pandemia. Uma carta escrita pelo coletivo Caratapa inicia o percurso de correspondências que reúne seis artistas contemporâneas cearenses. Uma live-performance de lançamento das partilhas resultadas deste processo acontecerá no dia 20 de março, às 20h no site da web-exposição/experiência “Correspondências para um Mundo que Não Acabou”.

Fragmento da obra “Memória do Futuro” de Simone Barreto, de Fortaleza (CE) integrante do ateliê.

O ano de 2020 foi marcado pela redefinição das formas de estarmos presente – em espaços públicos e privados. Neste contexto, surge o Ateliê “Correspondências para um Mundo que Não Acabou”, um circuito artístico feito por mulheres em território cearense e que tem como proposta a conexão e correspondências entre as artistas, gerando como produto final uma exposição-experiência virtual que exibirá o circuito do trabalho-correspondência. A proposta inicia com uma carta-disparo elaborada pelo Coletivo Caratapa, com vivências e questões acerca dos processos criativos em tempos de pandemia e isolamento social, pensando adequações e apropriações do fazer artístico nesta época.

A carta foi enviada para Terroristas del Amor, coletiva formada pelas artistas Dhiovana Barroso e Marissa Noana, e assim sucessivamente os trabalhos e a carta seguiram para as artistas: Mumu Muriel Cruz, Thamila Santos, Simone Barreto, Marta Aurélia, coletiva Ressonância Preta, nas pessoas de Elen Andrade e Kinaya Black. A primeira artista recebe a carta-disparo e tem a possibilidade de responder em qualquer suporte (vídeo, texto, bordado, música, fotografia, performance e etc.). Após os dias de produção, a resposta foi direcionada para a artista seguinte, e assim as correspondências seguem seu fluxo de troca até a sexta artista.

 

Fragmentos da obra “Algarismos para dar Ouvidos” de Thamila Santos, de Sobral (CE).

“Como a gente se comunica? Como a gente troca afetos a partir desse lugar e desses cenários de ser mulher à margem de um rio da cidade de Sobral?” provoca Thamila Santos, uma das artistas que compõem o ateliê.

As últimas artistas enviaram sua correspondência para o Coletivo Caratapa, que disparou a carta inicial. Para fechar o circuito, o coletivo Caratapa produzirá mais uma camada de material para compor a correspondência coletiva e assim seguir para ocupar a sala virtual da exposição. O destinatário final da obra coletiva é o público em geral, que receberá uma exposição virtual com todas as 8 (oito) obras. Nas redes sociais do projeto é possível conferir alguns fragmentos dos processos criativos.

EXPOSIÇÃO-EXPERIÊNCIA VIRTUAL

“Uma obra circulante e circular. Vai ficar no ar, eternizada em meio a incerteza do amanhã, na iminência de algo desconhecido. Vivemos uma outra realidade e outra virtualidade também. Como entrar num novo caminho?” pontuam as artistas integrantes da equipe do projeto.

O Ateliê Correspondências para um Mundo que Não Acabou deseja avizinhar algumas mulheres e suas histórias, numa linguagem coletiva, polifônica e pluriversal; num gesto político de juntar, mobilizar e movimentar a memória que vagueia entre passado, presente e futuro.

Os dispositivos produzidos durante o circuito vão ocupar uma plataforma interativa virtual, desenvolvida pela artista Paula Hasney, criando ambiências em modelagem 3D, onde os trabalhos coexistem e dizem do momento vivido por cada artista. Ao final, o público poderá percorrer virtualmente o espaço-casa onde as obras estarão sendo expostas, e neste ambiente sentiremos a experiência, conheceremos uma rede que se criou entre mulheres de diferentes territórios do Ceará, cujas vivências englobam corpos trans, lésbicos, negros e outras dissidências. A exposição terá classificação etária livre e se destina ao público em geral. A exposição terá QR Codes, com informações de cada obra e dos processos artísticos (acessibilidade visual).

Coletivo Caratapa

Caratapa filmes e derivas é um coletivo composto por Irene Bandeira, Rúbia Mércia, Thaís de Campos e Vivi Rocha. Mulheres artistas, realizadoras, mães e amigas que desenvolvem trabalhos em cinema em intercâmbio com outras linguagens artísticas.

A AKAN Produções é parceira na realização do projeto, com a produção executiva de Virna Paz. Também compõem a equipe de mulheres, a artista visual e designer gráfica Silvelena Gomes (@ilustrasil) e a comunicadora multilinguagem Marina Holanda. Este projeto é apoiado pela Secretaria Estadual da Cultura, através do Fundo Estadual da Cultura, com recursos provenientes da Lei Aldir Blanc – Ceará.

SERVIÇO:

Live/Lançamento da Exposição-experiência virtual:

Sábado, 20 de março, às 19h –  Canal Coletivo Caratapa Filmes – Exposição Correspondências para um mundo que não acabou:

www.mundoquenaoacabou.com

instagram: @ateliecorrespondencias

facebook: Caratapa Filmes

tiktok: @correspondencias

Contatos para entrevista: Marina Holanda – Assessoria de Comunicação (85) 996995148.


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