Esperançosos



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epígrafe: se entrou,

deixa a esperança aí

 

  

… [gritado por várias pessoas] tenho tido várias mortes

 

acho que a primeira foi quando

sacaram

meu cordão

 

 

 

                     [em canto gregoriano]

                                beati

                                qui in

                                domino

                                moriuntur

 

  

[acompanhados de “sons da cidade” e dobre de finados] houve meu leite meu coração

meus pais meus filhos

 

 

Mas a única que não tenho tido

A irremediável. [leia-se ponto] o. [leia-se ponto] que me dá fim. [leia-se ponto]

ordem. [leia-se ponto]

impossível… 

///

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Professor da rede estadual de ensino do Ceará. Publica artigos acadêmicos que tratam sobre questões de linguagem e sociedade; publicou ensaio literários e as seguintes poesias: “Hora Extrema”, “Isca de Iago”, “Libertação”, “Os Bailarinos”, “Meu Amor”, “Enterro, “Carmen”, “Ode à Àfrica”. Possui graduação em Letras Português e Literaturas pela Universidade Estadual do Ceará – UECE (2009) e mestrado em Linguística Aplicada pelo Programa de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UECE – PosLA-UECE (2017). Doutorando do mesmo programa. Membro do Grupo de Estudos Bakhtinianos do Ceará (GEBACE) e do Grupo de Estudos Deleuze & Guattari (GEDEG). Bolsista da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP). Professor (licenciado para estudos) da rede estadual de ensino do Ceará – SEDUC-CE.


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