Apressa



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João Ernesto

Todo mundo pede pressa
Com pressa o tempo apressa e passa muito rápido
Compresso o tempo morto, com preço, absorto
Compressa pra vida rápida,
Sem poder parar pra cuidar da febre
As pernas cansadas, as almas estacionadas num lugar
Onde passa tudo, menos a vida
Que se move devagar

Tem gente com trinta com cabeça e coração de 15
Olhar de 20 e postura de quarenta.
Se precisar, o tempo a gente inventa
passar mais devagar

Sem pressa o apreço toma lugar
de onde a pressa sempre trata de cuidar
Sempre nessa, parando onde tiver de parar
E pensando, divagando devagar.

João Ernesto ainda acredita que as reticências querem dizer muita coisa…


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