Balaio Queer - Apresentação

Balaio Queer

Balaio de poesia,
Balaio de inclusão,
Balaio de Luta,
Somos comunicação.
Chegamos pra debater,
Poetisar e combater
Toda forma de opressão.

Vai ter cordel na berro?! Vai sim, senhora e vai ser cordel de luta! Hoje nasce o Balaio Queer, espaço cheio de cordel e poesia pra combater toda e qualquer forma de opressão. Por meio da mídia cordel discutiremos sobre temáticas que diz respeito às várias formas de ser e viver, quinzenalmente publicando um novo cordel.

O balaio é um artefato de palha, muito utilizado antigamente, onde xs vendedorxs depositavam os cordéis para serem vendidos nas feiras. Podemos vê-lo como uma espécie de biblioteca popular ou como plataforma midiática, onde o povo se informava a partir daqueles folhetos ali expostos. A proposta do Balaio Queer é utilizar desse meio enquanto uma ferramenta de comunicação que combata os preconceitos que insistem em marginalizar muitos indivíduos, seja por sua raça e etnia, classe social, gênero, orientação sexual ou comportamentos que transgridem as normas pré-estabelecidas.

Essa mistura dos termos “balaio” e “queer” surgirá a partir dos estudos sobre gênero e sexualidade já desenvolvidos dentro do Coletivo Queerdel- Transgresão e Memória de Gêneros e Sexualidades da Região do Cariri, que é o novo parceiro da revista Berro, onde vai construir esse balaio junto com vocês! O termo “queer” está como uma simbologia além do que diz respeito às questões de gênero e sexualidade, e sim, representando toda forma de transgressão social.

Não poderíamos deixar de dizer que uma das nossas fontes de inspiração é a Sociedade dos Cordelitas maUditos, movimento de jovens poetas, cantadores e performers, que foi atuante no Cariri cearense utilizando também da poesia de cordel para reivindicar direitos e criticar uma sociedade opressora. Nosso primeiro cordel do balaio teve o prazer de ser revisado por uma cordelista maldita, Salete Maria, autora de cordéis como o “Milagre Travesthriller: A história da travesti que com fé engravidou”, “Basta de feminicídio”, entre outros. Dentro dessa perspectiva é que berraremos através da mídia cordel, apresentando essa forma singular de se fazer poesia como instrumento das nossas lutas do cotidiano.

Para conhecer mais dessa galera, aqui ó: Queerdel

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