Fábrica de fazer de conta



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(Ilustração: Pawel Kuczynski) Por Guilherme Fernandes Leite A fábrica acorda cedo demais todos os dias. Ela nunca grita som algum. Apenas mantém alta uma coluna de fumaça escura e silente.

Madeixas



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(Pintura: Viktor Sheleg) Por Vanessa Dourado Pesava tanto. O pior era ter de aguentar as pessoas perguntarem se ela era crente. Aquilo a deixava bastante chateada. Lembrava-se da época em

Um curta-metragem de fúria em primeira pessoa



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(Pintura: Regina Parra) Por Rodrigo Novaes de Almeida “Say what again! I dare you! I double dare you, motherfucker!” [Diga isso de novo! Eu te desafio! Eu te duplo desafio, seu

Na busca do Nike, morreu de chinelo



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Por Jardson Remido   “Compre! Compre! Adquira o novo par de nike” – Pooorra, que pisante roxeda, ladrão. Mãe! Mãe! Tem um pisante roxeda, passou na TV, compra pra mim? –

E agora José?



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(Pintura: “Boemia”, de Julia Aumüller) Por Rodrigo Novaes de Almeida Era final de abril do ano de dois mil e dezesseis de Nosso Senhor. Estavam em um pé-sujo na rua atrás da

Os bárbaros chegaram



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Por Rodrigo Novaes de Almeida Começou jovem na empresa há mais de vinte anos. Chegou a diretor. Era amigo dos donos e se considerava um deles também. Mas os verdadeiros donos

O fuxico



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(Desêin: Ramon Sales) Por Augusto Azevedo – Sabe rezar? Naquelas circunstâncias esse era o único questionamento que o defensor conseguia fazer. Tudo tinha ido longe demais e por mais que

João de barro e a cartomante



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Por Bruno Pereira – Olá João de barro. Belo dia! Assim ouvi a voz da Cartomante que passeava pelo bosque. Sempre elegante com seus trajes ciganos. Eu estava a sossegar no

Croniconto Urbano



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Washington Hemmes             Voa em duas piruetas a cair no chão, o boneco humano. Mar-vermelho: afoga mágoas dessa vida tanta. Tanta, essa vida! Apinham-se derredor do

Um amor zen



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(Foto: Pintura “Casal”, de Eloísa Serpa) Nagle Melo O chão tremeu, o equilíbrio desapareceu, o sangue sumiu das veias e o coração despedaçou. Ela despencou! Morreu por dentro. Deixou que a