A cela



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Sexta-feira 16 de outubro, 16:59h. Saio da sala que religiosamente frequentei por 10 anos, desço os poucos lances de escada e já estou na rua. Caminho pelas calçadas de Pelotas,

A ida



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Ergui a cabeça, olhei para o céu e, a princípio, cheguei a pensar que fosse um avião que atravessava a frente do sol, causando sombra tão súbita na calçada. Mas

O Fardo



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Eram cinco horas da manhã, me disseram. Por aqui, diziam tudo, por onde seguir a fila para o alimento, o remédio, alento. Com pressa, as mulheres entravam para o banho,

A vendedora de livros



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A menina negra, interiorana e pobre, casou assim que adquiriu os primeiros sinais de que tinha ficado “moça”. Era assim que, até meados do século XX, e aqui acolá ainda

Glória



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“Será que todos os dias são ocos?”. Essa era a pergunta que Eleutério fazia, repetidas vezes. A sensação, o vazio no peito, a seu juízo, se alastrara, a ponto de

A ressaca



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“Beber é uma coisa emotiva. É um ato que cria uma quebra na mesmice da rotina. Tira você do seu corpo e da sua mente e te joga contra a

Manga rosa



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Sabrina tem o olhar de (des)afiar o juízo. Desbaratina os sentidos. Falo de atiçar os selvagens e aquietar as civilidades. É mulher faceira em quem não se pode crer. Crer

As chaves no caminho



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“Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho

sortilégios pra matar o meu benzinho



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tenho uma escova de cerdas macias, como nuvem, como pixaim. agradáveis ao toque como meu corpo quando dói e cai a água fria. a escova guarda muito dos meus fios.

O amante



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— Você é meu amante! Você tem que me comer! É pra isso que servem os amantes. O que é? Isso virou um casamento, é isso? A gente sai pra