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Mãos livres para a experimentação

A artista plástica e bailarina cearense Marcionília Pimentel brinca de arte com a boniteza das verdadeiras brincantes. Com seu pincel que dança ao sabor da experimentação livre, ela vai dando asas e cor às profundezas de sua alma, que desabrocha em formas e contornos que se entremeiam plasticamente numa bela harmonia estética.

Seu projeto, o “Oficina das Mãos Livres”, é múltiplo – em papel, tela e fotografia – e dá vazão à sua verve criativa, que brota de forma intuitiva e espontânea; como ela bem confirma, “de dentro, do inconsciente”. Para conhecer mais do projeto, visite Oficina das Mãos Livres

A Berro bateu um papo com Marcionília para entender um pouco mais de seu processo de criação.

O que tu sente durante o teu processo de criação?

É tudo muito intuitivo e espontâneo e, no geral, tento não planejar muito quando começo a criar.

Dá pra tentar “traduzir” isso em palavras?

Muitas vezes a pintura vai por onde ela quer ir e, ao final, vejo as formas e contornos que eu fiz bem inconsciente, até me admiro com o que virou! Eu sinto muito prazer com esse caminho, o percurso, o trajeto… Tanto quanto com a realização final. Algumas vezes eu até nem gosto do final, mas me deleitei bastante no processo e isso é bem interessante.

Tu já pintou alguma série específica?

Não, sem séries até o momento, mas tenho uma afeição profunda pela intervenção em fotografia, principalmente relíquias de família.

Tem vontade então de fazer alguma coisa por aí?

Seguramente farei uma série com pinturas sobre fotos antigas dos meus antepassados.

Há algum impulso erótico no ato de pintar? (*erótico aqui entendido no seu sentido mais abrangente, como a pulsão da vida, aquilo que excita, que vibra, que fazemos com vontade).

A vida me inspira muito. Como sou bióloga e também danço, consigo visualizar de forma clara como isso influencia a minha pintura. Eu vejo muito movimento no meu pintar e também muita organicidade. As formas celulares, a histologia e muitas outras influências biológicas. Não é meu norte, não é minha intenção direta, mas é algo que sempre emerge, vem de dentro.

Vendido - Andre Lopes - Festival Concreto - Foto Felipe Camilo (8)

Intervenção urbana “VENDIDO” chama à reflexão sobre a ocupação da cidade

(Fotos: Felipe Camilo/Projeto “Vendido”)

Com a intervenção urbana VENDIDO, o artista urbano André Lopes propõe, principalmente, uma discussão sobre o público e o privado nas grandes cidades (tomando como mote Fortaleza/CE), e lança a reflexão sobre o processo predatório de especulação imobiliária, tendo, como resultado final, a transformação de placas publicitárias de “vende-se/aluga-se” em casas de passarinho, “distorcendo e reconstruindo a mensagem e o objetivo para o qual as placas  foram construídas”, diz o artista.

Para montar a intervenção, as placas são cortadas de modo que a junção de suas partes forme as casinhas, não utilizando pregos, parafusos nem cola para a montagem, somente os encaixes feitos com o corte. Em seguida, as placas publicitárias, ou melhor, as “casinhas” são devolvidas ao seu lugar de origem, completamente ressignificadas.

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“Em VENDIDO, apesar do risco de uma leitura rápida sobre o trabalho, já que as propostas estão inseridas numa paisagem caótica, existe também uma potência a partir do encontro com o inesperado. O mote da proposta parte do questionamento sobre como a cidade é construída a partir do fluxo de pessoas que estão à procura de um novo lugar para morar ou investir e como as empresas do setor de imobiliário participam ou determinam esse fluxo. Numa escala micro: como os espaços da cidade – sejam eles públicos ou particulares – vão sendo ocupados e desocupados, como a paisagem é modificada com o crescimento e verticalização dos bairros, como a dinâmica da vizinhança, seja pelos moradores ou pelos transeuntes, é influenciada pela especulação imobiliária e pelo crescimento urbano?”, reflete o artista.

A vereda das inquietações

As primeiras intervenções foram realizadas próximas à residência de André, no bairro Cocó, na capital cearense, em 2010. Depois, ele decidiu percorrer toda a cidade com as intervenções, resultando na exposição Perambular, Experimentar e Correr Perigo, de 2012, espalhando mais de 100 casinhas de passarinho, que um dia tinham sido placas de “vende-se/aluga-se” (veja aqui o mapa com fotos e localização).

No ano passado (2015), o artista participou do Festival Internacional de Arte Urbana Concreto, em Fortaleza (CE), com um mapeamento dos prédios abandonados da capital através da afixação das casinhas nos postes vizinhos às construções (esse projeto, frisa, ainda está sendo desenvolvido - mapa com fotos e localização). André ressalta que seu trabalho mais recente “chama a atenção para esses lugares esquecidos, aparentemente abandonados, espaços de memória e de história que, apesar de já terem servido para inúmeras funções, hoje são espaços desocupados”.

Vendido - Andre Lopes - Festival Concreto - Foto Felipe Camilo (24)Para o artista urbano, são inúmeras as formas de interagir e intervir no espaço público, prioritariamente na rua, e não necessariamente com intenção artística: “vai desde o graffiti, stencil, sticker, passando pelas placas publicitárias, cartazes, montras de loja, chegando até ao papel deixado no passeio, às placas de sinalização de trânsito, entre outras possibilidades”.

Para saber mais sobre o projeto VENDIDO:  http://culturadigital.br/vendido/

Para saber mais sobre o artista: http://culturadigital.br/andrelopes/

 

 

repente

Sertão e Solidão

(Pintura: “Repente”, de Gustavo Diógenes)

A série “Sertão e Solidão“, do artista plástico Gustavo Diógenes, abarca e se mistura com o espírito das pequenas cidades do interior do Ceará e de outros estados do Nordeste.

Para o artista, “Sertão e Solidão” retrata a alma sertaneja. As telas buscam a melancolia dos finais de tarde nas calçadas que dão pros pequenos botecos; pincelam a magia das pracinhas, das pessoas simples que conversam nas calçadas; do cheiro da pipoca que vem do pipoqueiro em frente à igreja matriz; do vendedor de algodão – doce; descortinam os bordéis e os cachorros que suplicam pelo resto do espetinho de frango da menina que foi assistir ao espetáculo no circo.

Alguns dos trabalhos de “Sertão e Solidão” são frutos de experiências vivenciadas pelo autor, como “Gêmeas de Limoeiro” e “O vendedor de algodão doce”. “Cenas fotografadas pela memória”, diz. Outras foram inspiradas na vida e nas músicas de Geraldo de Azevedo, Zé Ramalho, Belchior, entre outros músicos nordestinos.

As telas encontram-se à venda! Para saber mais do trabalho do artista, veja abaixo os links:

www.flickr.com/gugadiogenes

www.behance.net/gugadiogenes

www.facebook.com/gugadiogenes

(85) 99635.1318

Kalu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O vendedor de algodão doce

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jagunço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Repente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prostituta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Racha em Quixaba

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As gêmeas de Limoeiro

 

 

Circo na cidade

 

 

 

 

 

 

 

 

Estrada para praia da Pedra Rachada
feita de natureza_cris cysne

Feita de Natureza

(Ilustração: Cris Cysne, idealizadora do Asas para Cysne)

Cris Cysne

A beleza não vem da roupa que se veste ou da pintura que se coloca no rosto.

A beleza não é vendida em shoppings, nem mesmo vista em passarelas.

A beleza jamais poderá ser acrescentada ou anexada a nós.

Não existe beleza nas prateleiras dos supermercados, e, ironicamente, nem nos salões de beleza.

Não existe beleza nos outdoors da cidade, nem nas propagandas de TV.

Não há beleza na sandália de salto, nem na bolsa de grife.

feita de natureza_cris cysneNão existe beleza nas modelos, nem nas atrizes. O gatão do momento não tem beleza.

Nenhuma mansão é realmente bela. Os carros não têm beleza, as motos também não.

A beleza é simplicidade do ser. A beleza é o canto dos olhos quando se sorrir com sinceridade.

A beleza é barriga cheia e um bom cochilo de rede.

O que é belo, é belo. Jamais está … Apenas é. Uma coisa assim… Feita de natureza.

Cris Cysne é artista por vocação, publicitária por formação e viajante por convicção

foto divulgação SYMBIOS_editado

Exposição SYMBIOS será lançada neste sábado (23), no Salão das Ilusões, em Fortaleza

Buscando retratar aspectos íntimos do cotidiano, a exposição estará aberta para visitações de 23 de agosto a 13 de setembro

Será neste sábado, 23, a partir das 16h a vernissage da exposição SYMBIOS, do artista visual Max Uchoa. O trabalho é resultado de um processo investigativo do artista que busca retratar o cotidiano humano de maneira lúdica e extraordinária. A exposição será ambientada no Salão das Ilusões e fica aberta a visitações até o dia 13 de setembro.

Visando uma estética alegórica e frágil da vida, as imagens das telas se compõem a partir de elementos relacionados ao secreto/íntimo das pessoas. Conforme Max, o corpo e o espaço são elementos intermediários no processo de produção das obras.

As indagações que norteiam a exposição, ora perpassam pelo desenho, ora pela pintura, mas é na fotografia que encontram seu lugar de construção. “As obras se compõem a partir de personagens reais e atmosferas próprias, nutrindo em seus signos e significâncias a iminência do movimento”, comenta. Esse movimento se constrói numa espécie de colagem e sobreposição de formas, para falar de memórias, desejos e sonhos.

O Salão

Situado na rua Coronel Ferraz, no Centro, em Fortaleza, o Salão das Ilusões dispõe de dois tipos de funcionamento: enquanto corpo pensante e de produção, se movimenta durante a semana, numa espécie de coworking, que agrega artistas visuais, figurinistas, designers, assim com a gastronomia, com a cozinha vegana do El Laricon; já no atendimento ao público, o espaço oferece programação fixa de terça a sábado.

Por essência, o Salão se propõe a ser um difusor de experimentação, além de servir como palco para os artistas que estão produzindo na cidade ou fora dela. “Sem feixes burocráticos, limites de tempo e espaço, recebendo e jogando ideias”, explica Ingra Rabelo, artista visual, produtora e integrante do El Laricon.

Tendo como prerrogativa a “circulação de ideias”, as atividades se integram às exposições e demais intervenções artísticas na casa, além de interagir com o próprio público. “A ideia é que seja um processo colaborativo de duas vias, a interna e externa, fazendo do Salão não só um espaço construído por quem o povoa diariamente, mas por quem o visita e se encanta”.

Projetos

Entre os projetos, o “Zuada” já recebeu artistas locais como Vitor Colares com o projeto “O mundo coberto de penas & substantivos femininos”; Daniel Sansil e os Malucos do Brasil; Bruno Rafael apresentando “Mar é coisa aberta”; Danilo Guilherme com “Acústico III dan”, entre outros.

O “Bote o seu!” é um projeto de vinil e propõe uma interação com o público na escolha do som, incentivando-o a compartilhar seus próprios vinis.

Lançamentos

Ao final de agosto, o Salão receberá espaços e colaboradores externos, em evento que conta com a participação de estúdios de tatuagem, massagista e brechós.

Já entre os projetos em elaboração, está em processo o lançamento da loja de arte “Batente” e da camisetaria “Marginal Vintage”, enquanto o El Laricon planeja festivais temáticos com a gastronomia vegana.

Na área formativa, há o projeto de um circuito de criação nas artes visuais para pensar o desenho, a fotografia, o discurso do artista, portfólio e produção.

Serviço

Vernissage da exposição SYMBIOS
Quando: 23 de agosto, sábado, a partir das 14h até às 22h
Onde: Salão das Ilusões (Rua Coronel Ferraz, 80, Centro).
Site: http://www.salondelasilusiones.com/

ENTRADA FRANCA

Maiores informações

  • Max Uchoa (artista visual, designer) dizporvoce@hotmail.com – 96501716
  • Ingra Rabelo (artista visual, produtora e integrante do El Laricon) : ingra.rabelo@gmail.com – 8788-9755